quarta-feira, 23 de junho de 2010

Filosofia: Planos de Aula (UOL Educação)

O Portal UOL disponibiliza um canal sobre Educação e, dentre os materiais disponíveis, está uma compilação de planos de aula para a disciplina de Filosofia.
Endereço de acesso: http://educacao.uol.com.br/planos-aula/medio-filosofia.jhtm

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Relatos de experiências no ensino de Filosofia

Portal Dia a Dia Educação da Secretaria de Educação do PR.
Neste espaço estão disponíveis relatos de práticas pedagógicas enviados por Professores de diversas regiões do Brasil.
Link de acesso: http://www.filosofia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=51

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Filosofia em provas de vestibular

sábado, 5 de junho de 2010

ENTREVISTA ‘É preciso reinventar a escola’

PIONEIRO, QUARTA-FEIRA, 2 DE JUNHO DE 2010

02/06/2010 | N° 10755
ENTREVISTA
‘É preciso reinventar a escola’
Coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da Unicamp, Silvio Gallo veio a Caxias

Caxias do Sul – Educação é assunto atraente não apenas para quem atua ou pesquisa na área, mas à comunidade em geral. Afinal, todos estamos envoltos em processos educativos. Mas como será que esses processos ocorrem e como deveriam acontecer no ambiente oficialmente instituído para esse fim: a escola? Para o professor livre-docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador da área da educação, Silvio Gallo, a escola precisa mudar. E essa modificação deve ocorrer não apenas na forma de trabalhar conhecimentos, mas na estrutura física. Confira os principais trechos da entrevista:

Pioneiro: Quais são os desafios da educação?

Silvio Gallo: Procurei caracterizar a educação envolvendo dois aspectos, fundamentalmente. Um deles poderíamos chamar da transmissão do legado cultural da humanidade, que serve para transmitir de geração em geração o que produzimos, para que o conhecimento e a prática não se percam e haja uma evolução histórica da humanidade. Outro aspecto importante da educação é que produzimos por conta de uma característica humana, a criatividade. Então, o grande desafio da educação em qualquer tempo e lugar é como articular as duas coisas. Isso pode parecer simples, mas não é. O mundo vem passando por transformações e parece que a escola não cumpre tão bem seu papel. Não sei em Caxias, mas em vários lugares do Brasil a gente vê situações complicadas de violência, de indisciplina e de depredação da escola.

Pioneiro: Essa violência é dos tempos atuais ou já existia no passado e agora ganhou atenção? O bullying vive na mídia...

Gallo: São duas coisas distintas. A questão do bullying está na moda. A psicologia jogou luz sobre isso, que, de uma maneira ou outra, sempre existiu, não sei se na mesma intensidade porque não tenho estudos nessa direção. A gente não deu esse nome, mas sempre esteve aí. Vemos isso nos filmes que retratam crianças humilhadas na escola, sofrendo situações de violência. Isso faz parte das relações humanas e do universo escolar. A diferença é que hoje virou tema de investigação e, talvez, estamos dando mais ênfase que o necessário. Por outro lado, situações de violência contra a instituição escolar são coisas mais recentes. Há 40 ou 50 anos, não era comum termos crianças depredando escola. Hoje parece ter muito mais situações de indisciplina do que disciplina, e o curioso é que não é um fenômeno específico do Brasil. São sinais de que essa escola, como está estruturada, já não atende às necessidades. O problema é que nós, educadores, tendemos a ter uma visão mais conservadora e dizemos que os alunos não se adaptam à escola. É preciso ações para fazer com que eles se adaptem a esse universo. Só que eles, os alunos, estão nos dizendo que esse universo já não funciona mais.

Pioneiro: Como está a relação professor-aluno-família?

Gallo: Tem um divórcio grande das famílias e comunidades em relação à escola. A gente fala em escola pública, mas, em geral, a população não assume a escola como sendo sua. A escola pública é a do governo, a do Estado, mas não é minha. E a escola também não se preocupa em estar inserida dentro de uma comunidade, em desenvolver trabalhos com ela. Isso nos levou a um sentido de isolamento da educação pública. Talvez tenha participação maior em escola privada, mas nessa você tem uma relação comercial do cliente com alguém que está oferecendo um produto. Claro que há exceções.

Pioneiro: As crianças e adolescentes conseguem operar vários recursos tecnológicos ao mesmo tempo. A escola está sabendo acompanhar essa realidade?

Gallo: De forma alguma. Por que as crianças não suportam a escola? Porque ela segue o modelo das gerações antigas, em que você tem um tempo para fazer cada coisa. O momento de ouvir o professor é para ouvir o professor, o momento do recreio é o momento do recreio, tudo muito organizado. Só que as novas gerações são capazes de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. A escola não tem sabido lidar com isso e a gente tem cada vez mais tecnologias interessantes que podem servir muito para o aprendizado, desde que ele seja orientado. Lógico que há exceções. Tem coisas interessantíssimas em escolas brasileiras por aí. Precisaríamos começar a observar essas coisas interessantes feitas por pessoas que estão reinventado a escola e tornar mais público.

Pioneiro: A educação inclusiva é item em discussão no país. Como o senhor observa esse debate?

Gallo: Existe uma filosofia de educação inclusiva que está sendo implantada no Brasil. Ela avança em alguns momentos, mas também apresenta problemas. Um deles é o despreparo dos professores. Você pode ter um aluno surdo e um cego em sala de aula e o professor tem de saber lidar com isso, mas, em geral, o professor não é preparado para isso. Essa discussão vem aparecendo agora nos cursos de formação de professores. Acho que tem existido investimentos e preocupação nesse sentido. A questão é que há problema na filosofia da educação inclusiva. Quando a gente diz que um aluno com determinadas necessidades distintas dos outros tem o direito de ser tratado como o outro, estamos recusando a ele o direito de ser atendido na sua especialidade. A inclusão de um estudante por necessidades especiais numa turma regular traz mais benefício para a turma regular do que para o estudante com necessidades especiais. Em nome de acolher o diferente, tratamos ele como se fosse igual. O que deveria ter é uma integração entre uma educação especial e uma educação inclusiva.

Pioneiro: Diante dos casos de violência entre alunos e professores, é possível pensar uma educação para a paz?

Gallo: Sinceramente, eu não acredito em nenhuma educação “para”, educação para a paz, para o amor, para a felicidade. Sempre que se coloca uma meta para a educação, a gente perde a dimensão de que a educação é a formação do ser humano. Então, não tem um “para”. A educação está aí para formar o ser humano, sem especificidades. Esse tipo de ação da educação para a paz é uma coisa meio band-aid: você tem um problema e coloca um curativo, um paliativo. Os problemas que temos visto na escola são sintomas de que a escola está doente e de que ela não pode mais ser do jeito que é. Ou temos que extinguir a instituição escolar ou reinventá-la.

Pioneiro: Como?

Gallo: Não é uma reinvenção só de comportamento e atitude, mas do espaço. Essa escola com uma sala fechada e carteiras enfileiradas, que tem um pátio, uma quadra, tem de mudar. É preciso mudar a organização do espaço, o currículo e o tipo de saberes com que se lida na escola e como você garante o acesso a eles. Eu não tenho uma resposta no seguinte sentido: deveria ser assim a boa escola. Tem de saber olhar o que está acontecendo, porque ali se tem indicativos do que a juventude gostaria de ter em termos de escola. É preciso, sobretudo, descentralizar. O processo de reinvenção da escola é também um processo de multiplicação das novas escolas. A gente tem um processo padrão, quando deveria investir numa multiplicidade de formas de escola. Você pode ter uma escola em sua cidade que seja completamente diferente da escola da minha cidade e ela funciona muito bem e a sua funciona muito bem. A saída parece estar em buscar essa multiplicidade sem impor um modelo.

vania.espeiorin@pioneiro.com
VANIA MARTA ESPEIORIN


Na UCS
Silvio Gallo participou como conferencista do 5º Congresso Internacional de Filosofia e Educação (Cinfe), promovido em maio pelo Centro de Filosofia e Educação e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UCS.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Olimpíada de Filosofia

III Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul

Edição 2010

As Olimpíadas de Filosofia consistem na realização de atividades didáticas de cunho filosófico a partir de um tema geral, nas escolas e também em evento estadual. O tema da III Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul, a realizar-se em 2010, é:

É preciso saber viver? O que precisamos para cuidar da vida?


A III Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul destina-se a estudantes do Ensino Infantil, Fundamental e Médio, e abrange todo o Estado do Rio Grande do Sul. As Atividades Pré-Olímpicas, realizadas nas escolas em preparação ao evento Olímpico, serão coordenadas pelos respectivos educadores das escolas participantes.
A formatação das Atividades Pré-Olímpicas nas escolas é de livre iniciativa e planejamento dos professores envolvidos no evento, e serão desenvolvidas a partir do tema definido acima.
Veja as orientações completas sobre a Olimpíada no site do Fórum Sul de Filosofia: http://www.forumsuldefilosofia.org
Conheça o Blog da Olimpíada de Filosofia: http://olimpiadadefilosofia.blogspot.com